|

Dedicamos
este espaço a todos os
admiradores e apixonados pela
arte. Se você deseja ser
um de nossos colaboradores envie
seus próprios artigos
para serem publicados, bem como
notícias de eventos,
exposições, etc.
Estes artigos serão analisados
e publicados sem custo algum,
teremos imenso prazer em divulgar
todo o material que nos for
enviado.*
___________________________________________________________________________________________
ARTES
PLÁSTICAS E VISUAIS –
Conceitos e opinião.
Pintura
por Computador – Definição
usual de terminologias.
Representação
Mundial da ACEA'S - Barcelona
- Espanha
Presidente
Internacional - Juan Palmarola
(Celito
Medeiros)
Um
prazer, portanto, de poder repassar
aos AMIGOS DAS ARTES, um pouquinho
de história da COMPUTER
PAINTING ou Pintura por Computador.
Do mesmo modo algumas referências
da Arte Digital como um todo.
Peço vossa paciência
e compreensão, para o
assunto, visto que a nosso ver,
em curto e médio prazo
isto será estabelecido
com rapidez, fazendo parte do
conhecimento de muitos. É
preciso voltar um pouco no tempo,
ou história das artes,
levando em conta as terminologias
das palavras.
Ainda
hoje, muitas palavras usadas
nas artes, possuem dificuldades
na compreensão e suas
interpretações
já foram parar em tribunais,
muitas vezes desnecessariamente,
mas tornando-se jurisprudência
internacional.
CRIAR
- AUTOR - CO AUTOR - PUBLICAÇÃO
- DOMÍNIO PÚBLICO
- ORIGINAL - REPINTURA OU NOVA
PINTURA (RELEITURA ou NOVA LEITURA)
- REPRODUÇÃO AUTORIZADA
(numerada ou não, o que
compete ao autor) - IMPRIMIR
- COPIAR - DIGITALIZAR - PLAGIAR
- FALSIFICAR - REPRODUÇÃO
NÃO AUTORIZADA (CRIMES).
As
palavras/verbos acima carecem
de rever as etimologias destas
palavras, podem ser discutíveis,
mas não podem ser utilizadas
em detrimento DE PREJUIZO ou
pré-julgamento DAS OBRAS
LEGAIS OU LEGÍTIMAS DE
UM AUTOR, visto também
poder ser considerado como um
ato criminoso.
_______________________________________________________
NOVOS
CONCEITOS ou pontos de vista:
(Não são imposições)
Quem
impõe é a LEI
e esta não se discute,
SE APLICA.
CRIAR
- Uma palavra mal empregada,
mas que caiu no uso popular
com relação aos
'direitos intelectuais'. Porém,
na discussão do direito,
de fato não poderia ser
sustentada. Toda obra em verdade
é uma TRANSFORMAÇÃO,
sem exceção!
AUTOR
- A pessoa física ou
jurídica considerada
a idealizadora e portadora do
direito intelectual de uma obra.
Esta não carece de registros,
mas de sustentação
da autoria.
CO-AUTORES
- Demais participantes ocasionais
de uma obra e de direitos assemelhados.
PUBLICAÇÃO:
A publica ação
por qualquer meio de divulgação.
DOMÍNIO
PÚBLICO: Pode diferir
de país ou região,
porém entende-se que
seja um direito não reclamado
por herdeiros ou sucessores
após um período
igual ou semelhante a 70 anos
da morte do autor. Neste caso,
a guarda pertence ao Estado.
(Ex:.
Atualmente a estátua
de CRISTO REDENTOR no Rio de
Janeiro, sobre ação
de Direitos Autorais pelos herdeiros
do artista Francês)
ORIGINAL
- Uma obra da origem do autor
e só ele poderá
modificá-la, adaptá-la
e continuando sua originalidade.
(Ex:.
Uma obra que tenha passado por
RESTAURAÇÃO de
terceiros, PERDE A ORIGINALIDADE
e isto é indiscutível,
assim, as pinturas tradicionais
não se sustentam em suas
originalidades por muitos anos,
e isto é muito variável
após 35 anos em média).
Ficam relíquias do original,
de igual valor econômico,
mas alterado o valor artístico.
Como citação -
Todas as obras que já
sofreram restaurações
no passado - Monalisa é
clássico exemplo e obras
dos gênios do passado,
de igual forma, (conhecidos
ou não).
REPINTURA
(RELEITURA OU NOVA PINTURA)
- Toda a nova pintura de uma
obra já existente, independente
do autor anterior ou a técnica
por este utilizada na origem.
Ex:. O clássico exemplo
são todos os ORGINAIS
de diversos autores sobre Monalisa.
Outros exemplos, seguem-se com
as REPINTURAS das obras de Millet
por VAN GOGH. O que era válido
no passado, continua valendo
no presente e possivelmente
no futuro, pois se um dia o
consenso mudar isto, mudará
também sobre as obras
do passado. O termo RELEITURA,
aplica-se mais especificamente
ao generalizar o origem da obra
anterior, sendo aplicado além
da pintura, pois poderia ser
de qualquer outra técnica,
incluindo a fotografia. A NOVA
OBRA seria uma PINTURA ORIGINAL,
quando tratar-se de Pintura.
O termo Releitura também
é aplicado aos textos
literários, também
conhecidos como nova leitura.
Jamais
poderá ser confundido
com cópia, plágio
e muito menos falsificação
e ou alegação
de os direitos pertencerem ao
autor anterior, pois seria crime
contra o autor atual da NOVA
OBRA.
REPRODUÇÃO
AUTORIZADA - Toda reprodução
de Obra Original ou de direito
autoral que tenha sido AUTORIZADA
por ESCRITO pelo AUTOR, pelo
meio específico, quantidade
e prazo. O DIREITO AUTORAL é
irrevogável e irretratável.
Uma aquisição
de obra por pessoa ou entidade,
não é repassado
o direito autoral, portanto,
impedido de reproduzir e publicar
sem a tutela do autor.
IMPRIMIR
- Toda impressão autorizada
por escrito pelo AUTOR. Em caso
específico e ÚNICO,
A IMPRESSÃO DE UMA PINTURA
feita por COMPUTADOR é
um ORIGINAL quando impressa
e assinada a punho (mão
livre) pelo autor. As impressões
com assinatura já impressa
são Reproduções.
O autor poderá optar
por reproduções
originais numeradas ou não.
As reproduções
originais terão também
a assinatura a punho (mão
livre) pelo autor fora do limite
que caracteriza a obra impressa.
Assim, uma Tela ou outra media
impressa, dependerá destes
critérios para ser considerada
um original ou uma reprodução
ou reprodução
autenticada.
Uma
obra DIGITALIZADA não
é um Original, mas poderá
ser autorizada pelo Autor como
REPRODUÇÃO, quer
assinado na origem ou grafado
(assinatura impressa). A assinatura
a punho apenas identificará
uma reprodução
autenticada.
COPIAR
- Somente uma MÁQUINA
é capaz de COPIAR uma
PINTURA. Um artista nada copia,
ele PINTA. Do mesmo modo que
é sustentado que nada
cria, mas transforma. O artista
pintor não estará
sujeito aos direitos autorais
da NATUREZA ou de qualquer outra.
Ex: Montanhas, rios, flora,
fauna, frutas, figurativos em
geral são NATURAIS e
as pinturas suas transformações.
Os Abstratos são transformações
usando uma media, tintas, pincéis
e espátulas para dar
uma FORMA diferenciada, transformações!
Nota:
Toda nova pintura tendo como
base uma pintura anterior ou
imagem diversa, é uma
ação conhecida
e aceita por milênios
como um Novo Original da NOVA
OBRA. Isto ocorre diariamente
no mundo inteiro, nos atelieres
e escolas de artes. Impossível
seria a um artista fazer uma
cópia, principalmente
na pintura onde milhares de
traços não poderiam
ser idênticos, mas seriam
novos traços.
DIGITALIZAR
- Tornar uma obra física,
quer tradicional ou por outra
técnica, de modo DIGITAL.
Para tanto, o processo terá
passado do por fotografia e
ou digitalizador (scanner).
Uma Pintura feita diretamente
no Computador é o grande
diferencial, pois não
foi digitalizada, mas pintada
diretamente de modo digital,
quer use imagem prévia
ou não. Toda pintura
por computador é feita
à mão, usando
um mouse pincel. Pintura não
é desenho e um desenho
poderá ser uma pintura,
questões de considerações,
mas todas são artes.
PLAGIAR
- A retirada de uma assinatura
de uma obra e inserida outra
autoria ou assinatura. A única
forma de plágio na pintura.
É crime.
FALSIFICAR
- É a ação
de gerar uma obra para se fazer
passar por outro autor e nela
inserindo FALSAMENTE a assinatura
de um outro autor reconhecido
para obtenção
de proveitos, mesmo que não
sejam financeiros. É
o ato de assinar por outro artista
ou o nome de outro artista que
não o do próprio
autor da nova obra.
É
crime.
REPRODUÇÃO
NÃO AUTORIZADA: Toda
reprodução por
qualquer meio, SEM AUTORIZAÇÃO
por escrito do AUTOR DA OBRA.
É
crime.
_______________________________
ARTE
DIGITAL (DIGITAL ART)- Qualquer
tipo de arte feita no computador
ou de modo DIGITAL.
Existe
incluídas neste área,
inúmeras de subdivisões
da Arte Digital.
A
DIFERENCIAÇÃO
é muito ampla pelo uso
das FERRAMENTAS ou resultado
desejado. Aqui, fora da pintura,
o uso de programas com filtros
e efeitos e não com pincéis,
espátulas e outras ferramentas
típicas da pintura.
PINTURA
DIGITAL ou Arte gráfica
digital - Termos utilizados
anteriormente para definir uma
pintura por computador, mas
que deu origem há muita
confusão, pois não
especificava exatamente a DIFERENÇA
entre Arte Digital e PINTURA
DIGITAL. A palavra no idioma
inglês pode possuir diversas
conotações, por
isto a mais nova nomenclatura
para a pintura, veio a facilitar
a compreensão e definição
direta - Pintura por Computador
PINTURA
POR COMPUTADOR (COMPUTER PAINTING)-
É um resultado exclusivo
da PINTURA por um Artista Plástico
ou Visual, que USOU como FERRAMENTA
as cores, os pincéis
e espátulas de punho
ou à mão livre
para PINTAR. O ORIGINAL é
impresso no momento em diversas
técnicas, a começar
por CANVAS DE LINHO EM IMPRESSÃO
GICLEE, tergo print, ultra luz
artesanal e outras impressoras
e medias e assinadas também
a punho (à mão)
pelo autor. A obra impressa
não é virtual,
mas muito REAL.
ARTES
PLÁSTICAS DIGITAIS -
Uma técnica registrada
mundialmente em nome de TODOS
OS ARTISTAS DESTE PLANETA pelo
autor que estabeleceu esta técnica
e a registrou, não para
si, mas para quem a utilizar,
adquirindo conhecimento na fonte
ou por conta própria.
Nesta técnica, especificamente
se usa alguns programas diferenciados,
com o USO de tintas virtuais,
dos pincéis e espátulas,
através de um mouse-pincel
para TODAS AS ÁREAS DA
antecessora PINTURA TRADICIONAL.
Leva-se
muito em conta, nesta técnica,
a qualidade para as impressões
em tamanhos diferenciados e
painéis de grandes suportes.
Imagens que nos tamanhos 30x40
inch, por exemplo, giram na
faixa de 400-500 mega bytes
de arquivo. Acima destes valores
de qualidade, o Computador tem
que ser muito qualificado em
memórias diversas. As
impressoras de grandes formatos
não suportariam imprimir
na qualidade de DPIs originais
e muitos computadores nem suportariam
abrí-las.
____________________________________________________
Penso,
de modo simplificado 'resume',
poder ter dado uma idéia
geral de como andam as coisas
na mais RECENTE nas artes contemporâneas
das ARTES PLÁSTICAS ou
VISUAIS.
As
definições acima
poderão ser contestadas,
esclarecidas, emendadas e promulgadas
nas CONVENÇÕES
INTERNACIONAIS DE ARTES PLÁSTICAS
E VISUAIS e a ninguém
mais compete, depois de aprovadas
pelos ÓRGÃOS DE
DIREITO e adotadas como Normas
Internacionais. Ninguém
está acima da LEI.
É
preciso também ressaltar
que as LEIS NACIONAIS se aplicam
a cada país e não
podem ferir as CONVENÇÕES
INTERNACIONAIS E ACORDOS das
LEIS INTERNACIONAIS ou jurisprudências
em JULGADO.
Nenhuma
outra entidade poderá
ditar parâmetros de julgamentos
além da Convenção
e Associações
Internacionais de Artes Plásticas
ou Visuais. Nenhuma Galeria,
Museu, Marchand, Crítico,
Artista, Pessoa física
ou Jurídica ou entidade
pública está acima
destas decisões, nem
poderia e por certo, UNIR AS
ENTIDADES E ARTISTAS É
A CONDIÇÃO BÁSICA
DE SUCESSO E PAZ.
_____________________________________________________
Portanto,
acima, uma opinião aberta
e pública (publicada)
de:
Celito
Freitas de Medeiros (nome artístico
Celito Medeiros)
Artista
Internacional da Pintura Tradicional
e Pintura por Computador. (50
anos de pintura)
Em
todos os seus heterônimos
usados de direito e registrados.
www.celitomedeiros.com
-
Representante da Associação
Internacional de Artes Plásticas
e Visuais - ACEA'S
(Representação
Internacional pelo presidente
Juan Palmarola - Barcelona -
Espanha)
-
Embaixador Mundial da PAZ (Embassy
Géneve Suisse).
-
Referendado pela UNESCO (prize)
na Cultura Mundial.
-
Cônsul da dos POETAS del
MUNDO.
-
Membro da AUTVIS - Direitos
Autorais dos Artistas Plásticos
e Visuais (BR)
-
Oscar Brasileiro da Pintura
em 2006 (Super Cap de Ouro S.
Paulo - Brasil).
________________________________________________________________________________
Gravura:
conceito, história e
técnicas
Por
Mauro Andriole
O
termo "gravura" é
muito conhecido pela maioria
das pessoas, no entanto, as
várias modalidades que
constituem esse gênero,
costumam confundir-se entre
si, ou com outras formas de
reprodução gráfica
de imagens. Isto faz da gravura
uma velha conhecida, da qual
pouco sabemos de fato.
De
um modo geral, chama-se "gravura"
o múltiplo de uma Obra
de Arte, reproduzida a partir
de uma matriz. Mas trata-se
aqui de um reprodução
"numerada e assinada uma
a uma", compondo desta
forma uma edição
restrita, diferente do "poster",
que é um produto de processos
gráficos automáticos,
e reproduzido em larga escala
sem a intervenção
do artista.
Um
carimbo pode ser a matriz de
uma gravura, a grosso modo.
Mas quando esse "carimbo"
é fruto da elaboração
e manipulação
minuciosa de um artista, temos
um "original" - uma
matriz - de onde surgirão
as imagens que levarão
um título, uma assinatura,
a data e a numeração
que a identificam dentro da
produção desse
artista: torna-se uma Obra de
Arte.
Cada
imagem reproduzida desta forma,
é única em si,
independentemente de suas cópias,
consequentemente, cada gravura
"é única",
é uma Obra original assinada.
O fato de haver cópias
da mesma imagem, nada tem a
ver com a questão de
sua originalidade. Ao contrário
disso, a arte da gravura está
justamente na perícia
da reprodução
da imagem, na fidelidade entre
as cópias, este é
um dos fatores que distinguem
o artista "gravador".
Quando
falamos de gravura, temos em
mente um processo inteiramente
artesanal. Desde a confecção
da matriz, até o resultado
final da imagem impressa no
papel, a mão do artista
está em contato com a
Obra.
Depois
de impressa, cada gravura recebe
a avaliação particular
do artista, que corrige os efeitos
visuais ou os tons e cores,
ou ainda, acrescenta ou elimina
elementos que reforcem o caráter
que quer dar à imagem.
Quando
a imagem chega ao "ponto",
define-se a quantidade de cópias
para a edição.
As gravuras editadas são
assinadas, numeradas e datadas
pelo próprio artista.
Em geral a numeração
aparece no canto inferior esquerdo
da gravura - 1/ 100, ou 32/
50 por exemplo - isto indica
o número do exemplar
(1 ou 32), e quantas cópias
foram produzidas daquela imagem
(100 ou 50). O número
de cópias varia muito,
e depende de fatores imprevisíveis,
que vão desde a possibilidade
técnica que cada modalidade
permite, ou também da
demanda "comercial",
ou do desejo do artista apenas.
Grandes edições
não chegam a 300 cópias,
mas em geral o número
é muito menor, ficando
por volta de 100. Gravuras em
Metal costumam ser as de menor
tiragem, devido ao desgaste
da matriz, que não costuma
agüentar muito mais de
50 cópias.
Outras
indicações também
são usadas em gravuras:
PI (prova do impressor), BPI
(boa para impressão,
quando chega-se ao resultado
desejado para todas as cópias),
PE (prova de estado, que indica
uma etapa da imagem antes de
sua configuração
final), PCOR ( prova de cor,
correspondendo à investigação
de combinações
de cores e tons), e também
PA (prova do artista, que representa
um percentual que o artista
separa para seu acervo, em geral
10% da edição)
Além
do trabalho do artista, há
também a preciosa atuação
do "impressor", uma
figura que está atrás
do pano, por assim dizer, alguém
que não cria a imagem,
tampouco assina a Obra, mas
faz com que ela "apareça"
aos olhos do artista, literalmente.
O
impressor é quem domina
os segredos do "processamento
da matriz e da reprodução
fiel das cópias".
Há artistas impressores
também, mas no geral,
a gravura é fruto de
um trabalho coletivo.
A
gravura é um meio de
expressão que sempre
ocupou lugar de destaque na
produção da maioria
dos artistas, pois possui características
sem equivalência em outras
modalidades artísticas.
Suas operações
sofisticadas e a invenção
dos métodos de imprimir,
e das próprias prensas,
fizeram do ofício do
artista gravador um misto de
gênio da criação,
com engenheiro e alquimista.
Não é difícil
imaginar as dificuldades de
produção de uma
gravura em Metal, ou Litografia
em épocas que eram iluminadas
a fogo, num tempo em que a carroça
e o cavalo eram os transportes
mais comuns nas grandes cidades,
e que nada se sabia sobre plástico
ou nem se imaginava a possibilidade
de comprar uma lixadeira elétrica
na loja de ferragens.
A
Arte da gravura exigia conhecimentos
que iam muito além do
seu próprio universo.
E igualmente, sua penetração
na sociedade nada tinha de comum
com o que hoje observamos, daí
seu alto valor como técnica
e conhecimento dentro das atividades
humanas num mundo pré-industrial.
A
gravura serviu de laboratório
para grandes idéias e
para veicular ideais com maior
facilidade, criando interação
entre camadas distintas da sociedade.
A
interação do artista
com o impressor pode comparar-se
a do maestro com o músico
durante uma sinfonia. Cada um
é mestre em seu ofício,
e não há mérito
maior para um ou para outro,
senão o de "juntos"
obterem a Obra de Arte.
Existem
vários tipos de gravura,
ou, técnicas distintas
de reproduzir uma Obra. As mais
utilizadas pelos artistas são:
a gravura em Metal, a Litografia,
a Xilografia, o Linóleo
e a Serigrafia.
Daremos
uma breve descrição
destas modalidades de gravura,
apenas como uma aproximação
inicial, levando em consideração
que o estudo aprofundado exigiria
muito mais tempo e formas específicas
que fogem completamente do propósito
deste artigo. De alguma forma,
contudo, investigaremos o fascinante
universo da gravura e comprovaremos
que ela é objeto de grande
valor na história humana.
METAL
A
gravura em Metal é uma
das mais antigas, temos Obras
nesta técnica, produzidas
por vários gênios
da Renascença, como Albert
Dürer por exemplo, datando
de 1500 d.C.
A
técnica do Metal consiste
na "gravação"
de uma imagem sobre uma chapa
de cobre. Os meios de obter
a imagem sobre a chapa são
muitos, e não seria exagero
dizer que são quase "infinitos",
pois cada artista desenvolve
seu procedimento pessoal no
trato com o cobre. De um modo
geral, o artista faz o desenho
por meio de uma ponta seca -
um instrumento de metal semelhante
a uma grande agulha que serve
de "caneta ou lápis".
A ponta seca risca a chapa,
que tem a superfície
polida, e esses traços
formam sulcos, micro concavidades,
de modo a reterem a tinta, que
será transferida através
de uma grande pressão,
imprimindo assim, a imagem no
papel.
Esta
não é a única
forma de trabalhar com o Metal,
como dissemos antes, mas é
um procedimento muito usual
para os gravadores. Além
de ferir a chapa de cobre com
a ponta seca, obtendo o desenho,
a chapa também pode receber
banhos de ácido, que
provocam corrosão em
sua superfície, criando
assim outro tipo de concavidades,
e consequentemente, efeitos
visuais. Desta forma o artista
obtém gradações
de tom e uma infinidade de texturas
visuais. Consegue-se assim uma
gama de tons que vai do mais
claro, até o mais profundo
escuro.
Os
dois procedimentos, a ponta
seca e os banhos de ácido,
são usados em conjunto,
e além destes, ainda
há outros mais sofisticados,
mas que exigem longas explicações,
pois envolvem a descrição
de operações muito
complexas. A ponta seca é
o instrumento mais comum, mas
existem vários outros
para gravar o cobre, cada qual
conferindo um possibilidade
diferente ao artista.
LITOGRAFIA
A
Litografia surge por volta de
1797, inventada por Alois Senefelder.
Desta
vez, a matriz a partir da qual
se reproduzem as cópias
é uma pedra, que é
igualmente polida, como o cobre,
e que também receberá
banhos corrosivos que criarão
micro sulcos para reter a tinta
que será impressa no
papel.
O
processo de gravação
na pedra litográfica
se dá primeiramente através
da utilização
de material oleoso, com o qual
se elabora a imagem. Este material
pode ter várias formas
diferentes.
Existem
como "lápis litográficos"
( possuindo gradações
distintas quanto ao seu grau
de dureza, assim como os lápis
de grafite de desenho - série
H, os mais duros, e série
B, os macios.) Também
podem ser em formato de "barrinhas",
como o giz de cera comum, com
os quais se desenha na pedra.
E há tintas à
base de óleo que também
gravam a pedra, usando-se o
pincel, como uma espécie
de nanquim. E até o contato
da mão do artista pode
"marcar" a imagem,
fato que exige perícia
na hora de desenhar, evitando
manchas acidentais. O desenho
feito na pedra é sempre
em preto, as cores só
vão surgir na hora de
imprimir a imagem no papel.
Temos,
portanto, em síntese,
que a pedra litográfica
é sensível à
gordura, e que a imagem produzida,
pode ser obtida através
de inúmeras formas conforme
os materiais acima citados.
Fica claro que isto permite
uma vasta diferenciação
entre as técnicas de
cada artista, conferindo assim,
sempre efeitos muito pessoais
na criação da
imagem.
Além
de "gravar" a pedra
com "gordura", é
preciso que o artista isole
as áreas que ficaram
"em branco", ou seja,
que continuam sem desenho. Isto
se faz com uma goma, "lacrando"
a pedra para o processo de corrosão.
Somente as áreas desenhadas
sofrerão o ataque corrosivo,
de modo a criar micro concavidades
para a receber a tinta, as demais
continuarão "em
branco" e estarão
sempre molhadas durante a impressão.
A tinta também é
oleosa, por isso só adere
aonde está o desenho,
nas área "em branco"
sofre a ação repelente
da água.
A
tinta é transferida para
a pedra já "processada"
usando-se um rolo de borracha,
semelhante ao rolo de esticar
massas. Apenas uma fina camada
de tinta é suficiente
para imprimir a imagem no papel.
A
operação final
é a "passagem"
da imagem para o papel usando-se
uma grande prensa que esmaga
o papel sobre a pedra.
XILOGRAFIA
A
forma mais antiga de impressão
é a utilização
de um relevo que recebe a tinta,
a partir do qual se transfere
a imagem para outra superfície.
Dentre estes processos está
a Xilografia.
A
Xilografia consiste numa matriz
em alto relevo produzida em
madeira. Esta forma de gravação
foi amplamente utilizada ao
longo de toda história.
Grandes nomes da Arte serviram-se
de seus recursos, seja em períodos
longínquos, ou em nossa
época.
A
imagem é gravada através
de goivas, formões e
pontas cortantes. O artista
"entalha" seu desenho
na madeira, ao modo de um escultor,
mas tem em mente que essa matriz
não é a Obra,
e sim o meio para alcançá-la.
Depois disso, a matriz recebe
a tinta e vai para a prensa
com o papel. Há também
a impressão com as costas
de uma colher. Esta técnica
exige grande habilidade do artista
e permite a obtenção
de detalhes que a prensa não
consegue alcançar.
LINÓLEO
Esta
técnica assemelha-se
ao entalhe da Xilogravura, no
entanto, ao invés de
madeira, a matriz é de
material sintético -
placas de borracha, chamadas
"linóleo".
Igualmente
a "Xilo", a placa
de linóleo receberá
a tinta que ficará nas
partes em alto relevo, e sobre
pressão será transferida
para o papel.
Esta
técnica é mais
recente do que a Xilogravura
devido ao material de sua matriz,
e foi muito utilizada pelos
artistas modernos, como Picasso
por exemplo.
SERIGRAFIA
A
Serigrafia é a modalidade
mais recente das técnicas
apresentadas até então.
Convivemos diariamente com Serigrafias
sem desconfiarmos que também
são usadas por artistas.
Geralmente conhecemos pelo nome
Silk-Screen, isto é,
Estamparia.
Este
meio de impressão é
muito comum na utilização
comercial, servindo para uma
larga aplicação,
seja em tecidos, plásticos,
vidro, cerâmica, madeira
ou metal.
Quando
se trata de uma Obra de Arte
no entanto, a Serigrafia se
sofistica e recebe tratamento
diferenciado em todo seu processo,
tanto quanto nas tintas usadas,
como também no número
de impressões que formam
a imagem, ganhando assim qualidade,
mais distanciando-se da aplicação
comercial em larga escala.
O
processo de gravação
consiste em transferir a imagem
desenhada para uma "tela
de nylon". O desenho pode
ser feito com tinta opaca (nanquim)
em material transparente (acetato
ou papel vegetal), obtendo-se
o "filme" que servirá
para gravar a tela (matriz).
Este
processo assemelha-se ao da
fotografia. Em resumo, o filme
desenhado é posto sobre
a tela de nylon, que recebeu
uma fina camada de líquido
(emulsão) sensível
à luz. Dentro de uma
caixa escura, a tela de nylon
com o desenho são expostos
a luz muito forte. Passado alguns
minutos a emulsão que
recebeu a luz seca e adere ao
nylon, e a que ficou protegida
pelo desenho é retirada
com água.
O
resultado é uma espécie
de "peneira", digamos
assim, sendo que a parte desenhada
esta livre para a passagem da
tinta e o restante está
vedado pela emulsão.
A
impressão se faz através
de rodos que "empurram"
a tinta que é posta dentro
da tela de nylon, pelos orifícios
deixados em aberto que formam
o desenho. A impressão
é feita numa mesa na
qual se fixa a tela com dobradiças,
de modo a permitir que levante-se
a tela (como quem abre e fecha
uma porta) e coloque-se o papel
sempre no mesmo lugar para receber
a imagem. O número de
impressões é que
permite a composição
total do desenho, somando as
cores e formas a cada nova impressão
-assim como quem pinta uma paisagem,
e primeiro pinta o tudo o que
é azul, depois o que
é amarelo, e assim por
diante, e dessa forma chega
ao resultado final.
NÚMERO
DE IMPRESSÃO E MATRIZES
Em
geral uma gravura pode ser feita
com apenas uma matriz e uma
impressão, isto serve
para todas as modalidades consideradas
aqui. Mas a utilização
de várias matrizes e
várias impressões
também é bastante
comum, sobretudo nas Serigrafias.
Desta forma, o processo descrito
para a gravação
da imagem numa matriz, seja
no cobre, na pedra, na madeira,
na borracha ou no nylon, é
multiplicado pelo número
de vezes que o artista precisou
para obter sua imagem ideal.
O mesmo ocorre com a impressão.
Assim, temos gravuras que resultam
de 4, 5, 8 matrizes, e que exigiram
o mesmo número de impressões.
Há casos de Serigrafias
com até 30 impressões
ou mais.
Isto
torna o processo da gravura
muito dispendioso, e seu produto
numa Obra de grande empenho
do artista e do impressor, pois
estamos falando de operações
sofisticadas, inteiramente manuais,
que envolvem muita atenção
e força, principalmente
no trato com as pedras litográficas
e polimento de matrizes de cobre.
E
diga-se de passagem, que não
citamos os cuidados com os papeis,
que exigiria outro artigo de
igual tamanho, além da
limpeza de tudo o que esta arte
envolve.
No
entanto, é importante
termos em mente, que seja qual
for a técnica escolhida
pelo artista - Metal, Litografia,
Xilogravura, Linóleo
ou Serigrafia - o que vale acima
de tudo, é a capacidade
de expressão que cada
meio permite, e como isto irá
de encontro às necessidades
do artista.
Desse
panorama da gravura, chega-se
rápido a compreensão
de como é uma atividade
especializada, e como não
pode ser comparada aos produtos
fabricados pelos meios industriais.
Antes de qualquer conclusão,
um fato destaca-se a priori:
a Obra de Arte é sempre
fruto de muito empenho, dedicação,
estudo e Amor à Beleza.
Assim,
cada modalidade de gravura terá
seu "idioma" peculiar,
ainda que cada artista pronuncie
seus próprios "poemas"
com ele. Isto significa que
as comparações
não são cabíveis,
pois não se trata de
avaliar perícia e virtuosismo
de um em detrimento de outro.
Na verdade, quando falamos sobre
Arte, não alcançamos
jamais sua essência mirando
nos aspectos técnicos.
É possível, sim,
que o virtuosismo de um artista
nos impressione, mas isso não
nos revela mais do que a superfície
de seu espírito. Se desejamos
mais do que isso, precisamos
de silêncio e muito desprendimento
de tudo aquilo que é
material, e só assim
a Obra se revelará plenamente
em nós e cumprirá
seu destino: emocionar.
---
O Autor, Mauro Andriole, é
artista plástico, estudioso
de filosofia, sobretudo de temas
que convergem para a ciência
e a metafísica. Sobre
sua produção atual
de gravuras ele diz: Trabalho
simultâneamente em dois
temas absolutamente interligados:
PHYSIS - que trata da questão
grega da "natureza das
coisas", e Povos Ancestrais
do Brasil - seguindo um caminho
do coração junto
à mitologia e sabedoria
do Índio brasileiro.
Fonte:
Casa da Cultura
___________________________________________________________________________________________
DVD
da Arte
Para
um artista plástico a
divulgação de
sua obra representa um desafio,
principalmente na fase inicial
de sua carreira. A associação
com uma Galeria de Arte é,
muitas vezes, a tentativa de
solução para essa
dificuldade. Para a Galeria
de Arte, é grande a tentação
em preparar um catálogo,
um folheto em papel de primeira
qualidade com belíssimas
fotos coloridas das preciosidades
oferecidas. No entanto, esse
impulso é freqüentemente
frustrado por um conjunto bem
conhecido de dificuldades.
I
– A Atualização
- Antes que fique pronto e entregue
pela gráfica, o catálogo
estará desatualizado.
Esse problema desaparece na
edição do catálogo
sob a forma de um DVD. Tanto
a eliminação das
peças vendidas quanto
as “novidades” podem
ser incorporadas com grande
facilidade na “matriz”
do DVD.
II
– Volume da “Edição”
- A feitura do folheto com belas
fotografias coloridas representa
um investimento em custosos
fotolitos. Isso obriga as gráficas
a exigirem um volume mínimo
na encomenda do folheto. Esse
volume mínimo é
incompatível com a freqüência
das “revisões”
já discutidas. O problema
desaparece para o catálogo
preparado sob a forma de um
DVD. Uma Galeria de Arte ou
mesmo um artista plástico
pode contratar tão somente
a elaboração de
um exemplar, uma “matriz”.
A multiplicação
de cópias será
feita na medida das conveniências
e das necessidades. Uma vez
de posse da sua “matriz”,
a galeria ou o artista estará
livre para abordar o problema
da “multiplicação”
como entender mais conveniente!
III
– Textos - Naturalmente,
em seu catálogo impresso,
a Galeria de Arte ou o artista
acrescentará à
foto da cada peça um
texto descritivo/explicativo
sobre suas particularidades.
No catálogo em DVD esse
texto pode ser, ou deve ser,
apresentado foneticamente. O
artista ou pessoa de sua escolha,
poderá gravar o texto
referente a cada peça.
Cada texto falado será
reproduzido junto com a foto
da peça apresentada.
IV
– Iniciativas Individuais
- Mesmo nos casos em que o artista
plástico não domine
tecnologias como a fotografia
digital ou a gravação
de fala em arquivos MP3, é
extremamente comum que viva
cercado por amigos que podem
facilitar essas fases de um
trabalho. Nesses casos, a preparação
de um DVD pode ser limitada
às etapas finais de um
trabalho.
Ofereço
aos artistas dois textos que
descrevem e procuram esclarecer
alguns detalhes do trabalho
sugerido.
Affonso
Seabra (Expert em arte digital
e um dos Associados da AACOG)
- Rua São Clemente 95
Apt. 806 - Botafogo
Rio de Janeiro - CEP 22260-001
- Tel. 2246-4750
seabra.rlk@terra.com.br
_______________________________________________________________________________
"Art
Review” divulga lista
dos mais poderosos das artes
plásticas
A revista britânica “Art
Review” publicou na última
quinta-feira, dia 28, a sua
comentada lista anual das 100
personalidades mais poderosas
das artes. A lista tem visibilidade
mundial, pois já foi
reproduzida pelos mais importantes
jornais, revistas e sites do
mundo.
O galerista Larry Gagosian,
também conhecido como
GoGo, encabeça a lista.
Ele era o quarto colocado no
ano passado e saltou três
posições depois
de ter inaugurado este ano a
maior galeria privada de Londres.
“Art Review” o classificou
como “o maior empresário
da arte do mundo” e também
como “uma figura de mistério
e controvérsia”.
Em segundo lugar ficou Glenn
Lowry, diretor do MoMA de Nova
York (14° no ano passado),
que nos últimos dez anos
tem coordenado o projeto de
expansão do museu, orçado
em US$ 850 milhões.
A lista, conhecida como “The
Power 100”, traz ainda:
3 – Nicholas Serota, diretor
dos museus Tate, em Londres,
que manteve a posição
do ano passado.
4 – Maurizio Cattelan
(24° no ano passado), artista
italiano que teve recentemente
uma obra vendida por US$ 2,1
milhões.
5 – Samuel Keller (15°),
diretor das feiras de arte de
Basel (Suíça)
e Miami Basel (EUA).
6 – Dakis Jouannou (10°),
industrial e colecionador grego
e principal figura das artes
em todo o Mediterrâneo.
7 – William Ruprecht (novo
na lista), principal executivo
da Sotheby’s, depois da
saída de Diana Brooks
em 2000, que deixou a casa de
leilões depois que ela
e a concorrente Christie’s
se envolveram em um escândalo
de manipulação
de preços no mercado
de leilões.
8 – Ronald Lauder (era
o 1°), o milionário
da indústria de cosméticos
é da diretoria do MoMA
e foi o maior responsável
pela captação
de recursos para a ampliação
do museu.
9 – Robert Storr (novo
na lista), o curador construiu
sua carreira no MoMA e agora
no Institute of Fine Arts, em
Nova York.
10 – Takashi Murakami
(7°), artista japonês
de maior repercussão
mundial, com mostra prevista
para o MoMA.
O mercado de arte britânica
foi o que apresentou as maiores
quedas e também algumas
ascensões surpreendentes.
O publicitário, colecionador
e galerista Charles Saatchi
caiu de 6° no ano passado
para 17° este ano. Ele chegou
encabeçar a lista em
2002. Alguns de seus artistas
também o acompanharam
na queda, como Damien Hirst
(49° no ano passado e 78°
este ano) e a artista Tracey
Emin, que saiu da lista.
A queda de Saatchi, que durante
mais de dez anos comandou a
euforia da NBA (New British
Art), foi acompanhada por boa
parte do mercado de arte inglês.
O influente galerista Jay Jopling
(White Cube Gallery) caiu da
25ª para a 49ª posição
e ficou atrás de jovens
galeristas, como Iwan Wirth,
que aos 34 anos já possui
galerias em Londres, Nova York
e Zurich, seguindo direção
oposta de companheiros de profissão,
como Victoria Miro, Maureen
Paley e Sadie Coles, que perderam
posições. O curador
Norman Rosenthal, da Royal Academy
de Londres, foi outro que ficou
fora da lista.
A lista conta ainda com a presença
de Jeff Koons (artista norte-americano,
18°), Zaha Radid (arquiteta
iraniana, que ganhou o Pritzker
Prize pelo projeto do Rosenthal
Centre for Contemporaruy Art,
em Cincinatti, 20ª), Nicholas
Logsdail (proprietário
da Lisson Gallery, 26°),
Olafur Eliasson (artista dinamarquês,
29°), Amanda Sharpe e Matthew
Slotover (fundadores da feira
de Arte Frieze, 32°); Miuccia
Prada (empresária italiana
na área de moda e confecções
e dona da Fonzazione Prada,
82ª), Anish Kapoor (artista
indo-inglês, 83°),
Paola Antonelli (curadora do
MoMA especializada em arquitetura
e design, 91ª), Will |