O
Espaço Cultural
BM&F iniciou sua temporada
de 2007 com a maior mostra
de obras do artista Oswaldo
Goeldi já realizada
no país. A exposição
‘Goeldi na BM&F:
arte em branco e preto’
reuniu 54 obras nas técnicas
de xilogravura, bico de
pena, linoleogravuras
e desenhos, além
de 14 outras peças,
entre objetos pessoais,
fotos e recortes de jornais.
Com curadoria de Lani
Goeldi (sobrinha do artista)
e Ricardo Barradas (curador
convidado).
Oswaldo
Goeldi (1895-1962) é
considerado um dos maiores
xilogravuristas do Brasil,
tendo ganho, em 1951, o
primeiro Prêmio de
gravura para artistas brasileiros
na primeira Bienal de São
Paulo. Nascido no Rio de
Janeiro, filho do renomado
naturalista suíço
Emílio Augusto Goeldi
– diretor do Museu
Nacional do Rio de Janeiro,
por convite do imperador
D. Pedro II, e responsável
pela reestruração
do Museu Paraense -, Goeldi
viveu no Pará até
os seis anos de idade e
na Suíça dos
seis aos 24 anos. Serviu
como soldado na Guerra de
1914, após a qual
abandonou os estudos na
escola politécnica,
preferindo estudar na École
des Arts et Métiers,
em Genebra. Em 1919, retornou
ao Brasil, estabelecendo-se
no Rio de Janeiro. Foi colaborador
de diversas publicações,
como as páginas dominicais
do jornal A Manhã
ou o suplemento literário
Autores e Livros. Ilustrou
também livros de
diversos autores, como Cobra
Norato, de Raul Bopp; os
romances de Dostoiéwski,
publicados pela Livraria
José Oympio Editora;
Martin Cererê, o Brasil
dos meninos, dos poetas
e dos heróis, de
Cassiano Ricardo; Mar Morto,
de Jorge Amado; entre vários
outros. O evento contou
com a presença de
artistas, criticos de arte,
profissionais do mercado
de arte e a diretoria do
complexo financeiro da Bolsa
de Mercadorias. A exposição
correrá agora pelas
principais capitais do Brasil
com planos inclusive para
o exterior.
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