| Adir
Botelho é carioca, gravador,
pintor, ilustrador, artista
gráfico, desenhista e
professor. Em 1951, matriculou-se
como aluno na Escola Nacional
de Belas Artes. O curso naquele
momento era ministrado por Raimundo
Cela que foi depois substituído
por Oswaldo Goeldi. Adir torna-se
assistente dos dois professores
entre 1952 e 1961. Com vasta
experiência nas artes
gráficas, Adir entra
para o Instituto Nacional do
Livro como técnico. Integra
o Conselho de Coordenação
dos Cursos da Escola de Belas
Artes da Universidade Federal
do Rio de Janeiro, e estrutura
o curso de graduação
em gravura, implantado em 1971.
Sua xilogravura de forte acento
expressionista mantém
um vínculo permanente
com as questões políticas
e humanas.
Participou
da V e IX Bienais de São
Paulo e trabalhou por muitos
anos como ilustrador no jornal
O Globo.
Professor
conceituado, também teve
projeção como
decorador de grandes ambientes,
tendo iniciado seus trabalhos
com a ornamentação
da Avenida Presidente Vargas
para o carnaval. Figura importante
como artista plástico
e decorador, criou A Trinca,
com os colegas David Ribeiro
e Fernando Santoro, empresa
dissolvida após a morte
de David. Com A Trinca, venceu
o concurso de decoração
da cidade do Rio de Janeiro
com os sobrados de Debret. Outro
importante trabalho seu foi
baseado na música A Banda,
de Chico Buarque, o qual foi
exibido no Canecão.
Botelho
pesquisou extensamente a história
de Canudos e de Antônio
Conselheiro[1] e criou centenas
de xilogravuras sobre o tema,
reunidas no livro Canudos -
Xilogravuras,[2] que ganhou
da Associação
Brasileira de Críticos
de Arte (ABCA) o prêmio
da de melhor livro de arte nacional
em 2002. Recentemente, Botelho
reuniu no volume Canudos: agonia
e morte de Antônio Conselheiro:
desenhos a carvão uma
série de suas gravuras
sobre Canudos e Antônio
Conselheiro, desta vez desenhadas
a carvão.
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